EM ALGUMA HORA DA NOITE


Eu procurei achar aquela frase,
Para aquela pergunta que não quer calar,
Em algum lugar no espaço,
E que por ventura expresso aqui,
Sem querer dizer nada.

Ainda que achasse a resposta,
Expressá-la não seria tão fácil assim...
Tão longinquamente, parada no vácuo
Da interrogação;
E mesmo podendo pegá-la para enfim,
Desvendar o que tinha dito,
Naquele dia em que perdi você...

Qual a diferença entre nós dois?
Tão iguais, assim como 2+2 são 5!
Tudo é tão vago e impreciso...

Em alguma hora da noite,
Tentei escrever o que não consegui,
Sobrou você!

Por: Daniel Moraes.

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    # by paula barros - 30 agosto, 2008

    Tem momentos assim...
    Belo poema. Gosto quando um poeta escreve algo que sinto ou já senti com palavras e forma diferente da minha, pois nunca escreveria assim.
    abraços

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    # by Aline Ahmad - 31 agosto, 2008

    Daniel,
    Um brinde às suas palavras! Gostei do arremate final: "sobrou você".
    Obrigada pelo comentário sobre meu texto especial. Pretendo publicar a história em forma de livro infantil, com figuras...
    Beijos de luz,
    Aline***

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    # by Beatriz Cordeiro - 02 setembro, 2008

    hehehe...
    lembrei daquela tristeza - tão perto, mas tão longe...

    gostar de gente é foda, não?

    obrigada pela força no meu blog ;)
    bjs

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    # by JAZZ-MIM - 06 setembro, 2008

    nossa...
    vc ta muito magoado!
    da um saculejo ai rapaz!

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    # by O que Cintila em Mim - 27 janeiro, 2009

    Sensibilidade é estar assim, sem jeito, com um nó no peito e querer mais.

    Obrigada por comentar no meu blog.

    Um grande abç